Em Seoul, investidores sul-coreanos conhecem política industrial e comercial do Brasil

Em Seoul, investidores sul-coreanos conhecem política industrial e comercial do Brasil
Seul (18 de setembro) - Os ministérios da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e das Relações Exteriores (MRE) realizaram, nesta terça, um seminário de investimentos em Seul, na Coreia do Sul. As medidas para desburocratizar o ambiente de negócios e ampliar o comércio no Brasil foram apresentadas por representantes do MDIC, Apex-Brasil, Inpi e ABDI a mais de cem empresários sul-coreanos.
 
O secretário de Desenvolvimento e Competitividade Industrial do MDIC, Igor Calvet, destacou ao público o superávit da balança comercial do Brasil em 2017, de US$ 67 bilhões. Ele também apontou o intercâmbio de bens entre o país e a Coreia do Sul.
 
“Em 2017, a corrente de comércio foi de US$ 8,3 bilhões. Esse número pode ser maior. Nossa delegação tem representantes do MDIC, Inpi, ABDI e Apex-Brasil. Isso demonstra que queremos ampliar nossa parceria em várias frentes”, disse.
 
Calvet explicou que o MDIC tem trabalhado pela desburocratização do ambiente de negócios por meio do Portal Único de Comércio Exterior, que reduz, de 13 para 8 dias, o tempo das operações de exportações e, de 17 para 10 dias, o das importação. Também citou as medidas tomadas no sistema de propriedade intelectual, como a revisão de instrumentos legais e a diminuição do backlog de registro de marcas e patentes.  
 
A secretária-executiva do Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação, Thaíse Dutra, falou aos coreanos sobre a ZPE de Pecém, que tem como projeto-âncora uma companhia siderúrgica controlada pela Vale e duas grandes empresas coreanas.
 
“Os empreendimentos que se instalam nas zonas de processamento acessam um pacote de benefícios tributários, cambiais e administrativos. A Coreia do Sul já é parceira nossa em Pecém. Queremos que outros investimentos sul-coreanos e de outros países cheguem no Brasil, contribuindo para geração de emprego e renda”, explicou.
 
Durante o seminário, Guto Ferreira, presidente da ABDI, assinou um memorando de entendimento com o Kiet, contraparte da agência de desenvolvimento industrial na Coreia, que promoverá o intercâmbio de especialistas dos dois países.
 
 
Reuniões bilaterais
 
 
De tarde, Calvet e o secretário Rafael Moreira (Inovação e Novos Negócios) se reuniram com Kwon Pyung-oh, presidente da agência de promoção de comércio e investimento da Coreia (Kotra, na sigla em inglês). Eles estavam acompanhados por Ricardo Santana, gerente de investimento da Apex-Brasil, e pelo embaixador do Brasil em Seul, Luiz Fernando Serra.
 
Para Pyung-oh, o seminário desta terça-feira foi uma oportunidade de ampliar a troca de informações entre os países. Ele lembrou que a maior comunidade sul-coreana na América Latina está no Brasil e que os dois países comemoram 60 anos de relações diplomáticas. “Nosso intercâmbio cultural e econômico provam que podemos ser parceiros perfeitos no século 21. Podemos avançar com a indústria 4.0 e no setor automobilístico com o Rota 2030”, disse.
 
Calvet também representou o ministro Marcos Jorge em uma reunião com Kang Myung-Soo, vice-ministro da Comissão Coreana de Comércio.
 
 
Intercâmbio comercial
 
 
De janeiro a agosto deste ano, as exportações brasileiras para a Coreia do Sul somaram US$ 2,183 bilhões, o que significou um crescimento de 13,7% em relação ao mesmo período do ano passado.
 
As importações brasileiras do país asiático também registraram crescimento, de 7,6%, e totalizaram US$ 3,804 bilhões.
 
Com corrente de comércio de US$ 5,988 bilhões, a Coreia do Sul é, atualmente, o 8º país com maior fluxo de comércio com o Brasil.
 
 
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Fonte: MDIC
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