Por que a China vai impulsionar a economia brasileira?

Por que a China vai impulsionar a economia brasileira?

A variedade de produtos, aliada ao seu baixo custo de produção e comércio, tornou a China um dos melhores países para se realizar importação. É fato notório que o mundo precisa da China, que já ocupa o topo da pirâmide econômica e desbanca, sob muitos aspectos, a gigante potência dos Estados Unidos, por quase 150 anos considerada a maior economia do mundo.  

Ainda que os cidadãos chineses estejam longe de alcançar a riqueza dos americanos, o produto interno bruto (PIB) de ambos os países demonstra paridade no poder de compra. Segundo dados do FMI, a China ultrapassou os EUA em 2014, quando a sua economia passou a representar 16,6% do PIB mundial e os EUA caíram para 16%. Hoje, a diferença é ainda maior: 17,9% vs. 15,6%. Dessa forma, com o mesmo dinheiro, consegue-se comprar mais coisas no país asiático.

Os índices de crescimento da economia chinesa não vieram sozinhos. O país passou a registrar uma alta demanda do mercado interno por commodities, necessidade que fez aumentar as importações dos países parceiros. O Brasil foi um dos maiores beneficiários desta situação, pois a China passou a ser a maior importadora de recursos minerais e soja do país. Os mais de 35 acordos comerciais, além da criação do fundo de investimento Brasil x China no valor de 20 bilhões de dólares, possibilitarão o aumento da capacidade produtiva dos dois países ao incentivar o financiamento de projetos nas áreas de infraestrutura, logística, energia, recursos minerais, agroindústria, tecnologia avançada, agricultura, armazenagem agrícola, manufatura, e serviços digitais.

O embaixador brasileiro em Pequim, Marcos Caramuru cita alguns investimentos em infra estrutura no Brasil pelo país asiático. Como exemplo, a China Three Georges que assumiu, em 2016, a concessão das usinas hidrelétricas de Jupiá e Ilha Solteira no Paraná. Já a State Grid, empresa também chinesa, tornou-se responsável pela construção de linhas de transmissão que levarão a energia elétrica produzida na Usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, para a região Sudeste do país.
 
Especialistas prevêem que os proximos anos terão o maior de nível de cooperação entre os dois países, o que traz boas perspectivas de alavancar a economia brasileira.
 
Entendendo como de fundamental importância essa relação dinâmica e bilateral entre as economias chinesa e brasileira, devem-se analisar com um olhar mais cuidadoso os seguintes dados divulgados:  
  • A economia chinesa cresceu 6,9% no segundo trimestre na comparação com o mesmo período do ano anterior;          
  • A produção industrial teve alta de 7,6% em julho com relação ao mesmo período do ano anterior;
  • O avanço do investimento privado acelerou pra 7,2% em janeiro a junho, de 6,8% nos primeiros cinco meses do ano;
  • As vendas no varejo subiram 11% em junho na comparação com o mesmo mês de 2016, acelerando a partir de maio e superando as expectativas dos analistas de um aumento de 10,6%;
  • O investimento privado representa cerca de 60% do investimento total da China.

Apesar dos índices menores que àqueles obtidos em anos anteriores (o ano de 2016 foi considerado o mais fraco para a economia chinesa em 26 anos), os dados acima divulgados não indicam, necessariamente, uma retração no crescimento do país asiático, mas uma provável moderação, condizente com a perda de fulgor demográfico e com uma economia mais sustentada no mercado interno e no consumo da sua população.

A desaceleração da economia chinesa impactaria diretamente na economia brasileira, pois, se a indústria reduzir o crescimento, reduzirá também as compras das commodities. Embora existam outras parcerias comerciais, nenhuma é tão grande e fiel a ponto de suprir a queda de importações do mercado chinês. Assim, toda e qualquer informação a respeito da economia chinesa é de extrema valia para as perspectivas da economia brasileira.

Mas conforme o embaixador brasileiro em Pequim, Marcos Caramuru, o comércio entre a China e o Brasil está em franca ascensão. Um dos motivos para não deixar a economia brasileira preocupada é a diferença positiva, obtida entre as receitas e despesas oriundas do comércio entre os países. Segundo o diplomata:

“Nos quatro primeiros meses do ano, o superávit com a China foi responsável por mais de 40% do nosso superávit comercial. Somos um dos poucos países que têm superávit com a China. O comércio se beneficiou da maior propensão a comprar dos chineses e do fato de os preços das commodities agrícolas e minerais terem aumentado muito”.

Com seu mercado consumidor de mais de 1,3 bilhão de habitantes, a perspectiva da potência asiática será ultrapassar o PIB dos Estados Unidos também no que se refere aos preços de mercado. Nesta métrica os Estados Unidos ainda alcançam maior número, com um PIB estimado em 18,6 bilhões de dólares em 2016, mas as previsões mais recentes do Centro de Investigação de Economia e Negócios (CEBR) apontam que o fenômeno ocorrerá no ano de 2029.

Para tornar esta meta possível, a China deverá procurar melhorar as condições de vida de sua população e aumentar sua renda per capita, o que indica que cada vez mais aumentará a demanda pelos produtos brasileiros.

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