Repercussão internacional do cenário político do Brasil

Repercussão internacional do cenário político do Brasil

Bom dia!

No post de hoje falamos sobre como o atual cenário político do Brasil está repercutindo no âmbito internacional.

É que nesta semana, o governo brasileiro do Presidente Michel Temer será avaliado pela Organização Mundial do Comércio, após uma sabatina que é realizada a cada 04 anos, em Genebra.

A sabatina trata-se de uma avaliação mediante perguntas, sendo uma oportunidade para os demais países que compõe a organização indicarem os problemas e falhas do sistema comercial do governo a ser avaliado. E é o Brasil, no momento, quem está na berlinda.

A principal reclamação dos países se dá com em relação à burocracia dos processos e a complexidade do sistema fiscal brasileiro, que vem dificultando investimentos e criando barreiras aos importadores. Os questionamentos indicaram que, em função dos esquemas fiscais e isenções adotadas nos últimos anos, produtos importados sofreram condições adversas em comparação a produtos nacionais.

Ainda, os governos dos Estados Unidos, da Ásia e da Europa apontaram a falta de transparência nos processos, bem como a desorganização em relação às exigências feitas por diversos órgãos do país. As reclamações se dão também no sentido de o Brasil ainda ser considerado um país fechado, especialmente após ter passado por um período de forte proteção às indústrias nacionais.

Um dos pontos de grande relevância que deverá surgir dessa sabatina se dá com relação ao BNDES. Para os parceiros comerciais, as taxas de juros praticadas pelo Banco para determinados setores da economia nacional pode representar subsídios ilegais e afetar a competitividade do comércio estrangeiro.  Suspeita-se, por exemplo, que para se tornar mais competitivo comercialmente, os créditos às exportações agrícolas estejam sendo “montados”, visando esse objetivo.

Os fatores apontados são as possíveis causas para que o Brasil caísse no ranking dos maiores importadores, com uma redução de 20% nas importações, ante 3% se comparado com os demais países integrantes da OMC.  Mas conforme alega o governo brasileiro, essa queda se deu pelo período de recessão que se encontra o País, em nada relacionado com as medidas protecionistas da indústria nacional.

De qualquer forma, a expectativa dos importadores e de seus parceiros é de que o país possibilite, no decorrer dos próximos anos, maior abertura para o comércio estrangeiro, de forma a facilitar o fluxo das negociações internacionais.

Fontes: O Popular, O Estadão